sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Disciplinas do 2º semestre

Biologia Molecular: essa é uma das minhas preferidas. Já fiz Genética Geral /Bioquímica no Brasil, vendo muitos conteúdos (como replicação, tradução, transcrição), mas aqui é bem mais aprofundado. O fato de ser muito assunto complica, pois só temos uma prova ao fim do semestre, com todo o assunto. Essa cadeira só tem aulas teóricas.





Desenvolvimento de Plantas: é equivalente a nossa Sistemática de Fanerógamas. Muito conteúdo (vocês sabem que eu não gosto de estudar plantas), mas a disciplina é legal. O professor é bom, sabe muito! Há aulas práticas: com observações anatômicas e de cortes histológicos das mais variadas espécies. Pra passar, tem que decorar muitaaaaa coisa (por isso que não gosto). Estudamos a diferenciação e o desenvolvimento das plantas, mais especificamente angiospermas e gimnospermas. A taxonomia e sistemática aqui, são vistas em outra disciplina.



Fisiologia Vegetal: de novo plantas. Tenho que pagar logo as duas juntas. E outra, é o mesmo professor. Ainda bem que ele é bom, hein? Essa já é mais legal, pois não é só pra ficar decorando aquelas chatices. Aqui são mais processos, até que estou gostando. Mais difícil claro, mas legal. Temos aulas práticas, que são muito boas, e complicadas também (os experimentos). A professora das aulas práticas é muito legal e domina muito bem o conteúdo.


Evolução: pensei que ia gostar mais. Tô achando monótona. E outra, um bocado de coisas pra decorar. No semestre passado tive Zoologia, e na parte de vertebrados, o professor passou o conteúdo numa visão/temática evolucionista. Isso ajudou bastante, pois nas aulas atuais usamos sempre o conteúdo de Zoologia, e como eu havia decorado muitas coisas, agora é só revisar. Ah, mas nem tudo é ruim: há as partes polêmicas da aula e também fala-se muito de dinossauros (ou dinossáurios, como se diz aqui), e me apetece muito.


Avaliação Educacional: tema fantástico. Sempre digo aos meus colegas de licenciatura que o maior desafio da educação é a AVALIAÇÃO, na minha opinião. Na minha universidade brasileira não tenho uma disciplina só pra isso, por isso estou aproveitando aqui. Porém, detesto disciplinas pedagógicas, então o assunto é bom; mas a aula não me instiga. Mas dá pra ir. E vem aquela pergunta: como é que uma pessoa que está fazendo licenciatura não gosta de pedagogia? Vá se lá saber...eu não gosto! Aprendi isso na prática e aprenderei muito mais ainda! Faço-me entender, se calhar? Talvez se tirar o "h" da palavra. Meus colegas, que aqui estudam, entenderão!


Fisiologia Animal: quem colocou o nome dessa disciplina considera o homem um animal mesmo. Pois tudo, repito, TUDO, é baseado na fisiologia humana(entenderam a figura?). Não se citam animais, quer dizer, cita-se, aqui ou ali. Eu pensei que seria uma fisiologia comparada...e é, compara-se a fisiologia humana, com o homem (risos). Mas é uma cadeira muito boa, espetacular. Eu gosto muito, não se exige decorebas, mas reciocínio. O docente é bastante competente e aulas práticas longas e bem elaboradas.





Limnologia: não esperava fazer essa disciplina. É optativa na UFRPE. Estou gostando. É fácil (muitas coisas já vi no curso técnico de Química Industrial e em outras disciplinas como Ecologia e Sist. de Criptógamas). Temos aulas práticas, que são bem elaboradas e legais. Só uma coisa é chata: a docente é especialista em algas, e sempre puxa a sardinha para esse lado...já não suporto macrófita, clorófita, dinoflagelado...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Madrid: com paella, touradas e "bale", na calorosa Espanha

Finalmente chegamos em Madrid, a capital espanhola. A recepção foi das mais gélidas possíveis: algo em torno de 1ºC. Pasmem vocês, ficamos das seis horas da manhã até as nove, esperando o sol raiar. Quando já não tinha mais graça, amanheceu! Enquanto isso não acontecia, ficamos numa cafeteria, o único estabelecimento aberto (já que era tão cedo, pois chegamos na rodoviária às cinco da manhã) e que poderia nos fornecer um calor por mais razoável que fosse. A garçonete era boliviano, e com muita simpatia nos recebeu. Creio que ela ficou feliz naquele dia, pois de uma só vez, seus primeiros clientes acabaram com todo o estoque de salgados e doces. Estávamos famintos e coemos tanto, que nem se fosse de graça esvaziaríamos a dispensa, hehehe. Até a máquina de café pediu um basta...e por incrível que pareça, o tempo não passava e nosso principal motivo para estar no café (que não era a fome) não nos deixava.

Depois de alguns euros gastos saímos para desbravar os arredores do hostel, já que nossas malas estavam lá e só poderíamos entrar depois do almoço (horário do checkin). Andamos bastante e assim fomos conhecendo várias coisas. Se não fosse uma vontade irritante de fazer xixi, minha manhã seria mais proveitosa. Entrei em mais de dez igrejas católicas (todas deslumbrantes), mas banheiro era um mito! Só depois de muitos arrodeios encontramos um mercado e, para risadas, não só eu, mas todos do grupo já estavam apertados. Nos três dias que lá ficamos conhecemos muitas coisas, mas não tudo, haja vista que Madrid é uma metrópole. Só o Aeroporto é uma monstruosidade de grande! No primeiro dia ainda, conhecemos a Plaça del Mar, algumas igrejas, monumentos e prédios legais. No segundo dia, visitamos o Palácio Real, que tem uma movimentação maciça de turistas e por isso, atrai muitas pessoas com seus números e espetáculos, a fim de ganhar umas poucas moedas. Vimos sinfonias feitas apenas com taças de cristal e dedos molhados, cavaleiros sem cabeça, caixa sanfoneira, saxofonistas e suas cativantes melodias, e tantas outras atrações. Visitamos ainda a Catedral (mas não entrei porque tinha que pagar 4€), e o Jardim do Palácio, quase infinito em seu tamanho. Encerramos o dia com um maravilhoso kebab,com direito a batata frita de cortesia.

No terceiro dia visitamos o Parque del Retiro, com sua magia. Os parques europeus são excelentes. Limpos, simples e grandes. Esse parque, em especial, tem vários atrativos, como o Palácio de Cristal e o lago dos barquinhos. Além disso, aproveita-se para respirar ar limpo e ser espectador de vários espetáculos, como um homem e seu cão adestrado fazendo brincadeiras com crianças que frequentavam o local.
Como estive aqui no Reveillon, não poderia deixar a data passar em branco. Assim, juntei-me com colegas mexicanos, espanhois, colombianos, chilenos e é claro, brasileiros, para fazer-mos um jantar como pequena comemoração. Como não sei cozinhar, fiquei com a lavagem dos pratos. Foi um momento simples, mas sincero...entre pessoas que estavam longe de suas famílias e acabando de se conhecer, aproveitou a situação para vivenciar essa experiência.
Logo após, seguimos para Puerta del Sol, onde á meia noite testemunhei uma show de champagnes estourados. Fui na promessa de ver fogos, mas esses, até hoje não aparaceram. Se compararmos ao Brasil, o Ano Novo em Madrid foi menos alegre que um funeral, mas como cada um tem sua cultura, vale a pena conhecermos e desfrutarmos (mesmo que seja muito aquém da nossa).
Depois disso, voltei logo para o hostel, onde ainda conheci duas colegas holandesas, muito loucas por sinal, já que estavam á procura de pessoas para fazer uma festa em seus quartos. Eu morria de rir, enquanto depois apareceram duas tailandesas procurando um celular perdido, e ainda colegas alemães fazendo uma festa em outro quarto, enquanto um aborígene, ops, um australiano pedia para usar meu computador...e o vigia/recepcionista dormia, talvez ressacado, de tanto que tinha bebido.
Loucuras, que me fazem rir, quando lembro. Voltamos para casa logo às sete da manhã, moídos de cansaço. Por que se tem uma coisa que cansa...é ser turista!

Obrigado Senhor, por esse presente!

Valencia: do Oceanário ao Parque de Diversões

Depois de quatro horas de viagem pelas estradas espanholas, à bordo de um ônibus superconfortável e desfrutando de paisagens "fixes" chegamos na segunda cidade de nosso roteiro, no início da noite. Da Estació de Autobuses até o hostel Indigo (muito bom, por sinal) já pudemos ter uma noção da agradabilidade desse lugar.





Valencia é uma cidade mimosa, também conhecida como cidade da flores. Possui uma leveza no clima,no ar. Senti-me mais jovem do que sou, ao contemplar uma miríade de pessoas fazendo exercícios físicos de todos os estilos. Ao passear pela manhã, atravessamos um parque verde, oo Jadín de Turia, que corta quilômetros do centro valenciano. Nesse parque, encontramos idosos, crianças, casais, famílias inteiras fazendo o velho "cooper", brincando nos escorregos e balanços (sim, os adultos também sobem nos brinquedos e entram na dança), fazendo ginástica. Nossa, muito legal, chega dava vontade de sair correndo também.


Mas o nosso alvo era a Ciutat de les Arts i les Ciències, um lugar fantástico. No primeiro dia visitamos o L'Oceanogràfic, o maior aquário oceanográfico da Europa. Lá, pude ver pela primeira vez, focas, pinguins, leão marinho, baleia branca, flamingos e tantos outros. E, o principal: o show de golfinhos. Um espetáculo emocionante, igual ao dos filmes. Haviam ainda muitas outras atrações, como os túneis dos aquários, por onde nós passávamos e podíamos ter um contato quase que direto com os animais. Vi também peixes dos mais variados tamanhos e cores (impressionantes) e os ctenóforos, um grupo de invertebrados parecidos com águas vivas, porém com uma diferença marcante, seu brilho que no corpo transparente fica bem mais explícito.



Ainda nesse dia, desfrutamos da beleza do El Palau de les Arts Reina Sofía e ainda o L'Hemisfèric, uma sala de cinema em 3D, que não possui tela, os próprios teto e paredes refletem a imagem projetada, uma coisa muito legal. Assistimos um documentário sobre dinossauros voadores e sua evolução, mas na verdade, eu dormi mais do que assiti (:O).




No outro dia visitamos, ainda na cidade das Artes, o El Museu de les Ciències Príncipe Felipe. Aqui há um exposição constante de tudo que se puder imaginar sobre ciência e suas aplicações. É tipo um Espaço Ciência (Recife-PE), só que numa escala muito maior. Foi bastante legal, pois aprendemos a explicação para vários fenômenos e nos divertimos muito, ressaltando que no meu grupo só tinha futuros cientistas (risos), estudantes de Matemática, Física, Química, Biologia e Letras(as colegas desse último curso não gostaram muito do museu, não preciso nem dizer porquê, né?).



Ainda nesse mesmo dia, dei uma volta rápida no centro de Valencia, visitando uma de suas torres, que nos permitem uma vista panorâmica da cidade. Não aconselho para quem tem medo de altura. Um fato engraçado aqui, é que para ter acesso a torre, tem que se pagar um bilhete (2€),
mas nós não sabíamos e entramos sem pagar. Quando estávamos no alto da torres percebemos que todos tinham em sua mão o tal bilhete e aí, descemos em disparada, antes que o guarda nos visse (risos). Isso foi mais uma lição para nós, sobre o que é Europa. As pessoas são honestas e não entram nos lugares sem pagar...mas eles tem que nos perdoar, pois não havia placas nem bilheteria ali. O segurança, a quem se pagava, ficava num lugar no outro lado da rua...quem quisesse entrar, chamava-o!



Aqui, como em Barcelona, comemos várias vezes o clássico kebab, uma espécie de sanduíche, só que com muita carne, verduras e molho. Isso foi nosso sustento na Epanha. Já viramos experts no assunto: em se tratando de kebab, chame-nos.



No mais, é isso. Gostei muito de Valencia. O Hostel em ficamos era muito legal e organizado (com uma diária em torno de 10€). Nossos colegas fizeram amizade com uma sul coreana, ganhando até convite para passar um dias em Frankfurt. Quem sabe eles vão...e eu pego uma carona, hehehehe. Para encerrar, depois de dois dias, seguimos para Madrid, de ônibus, saindo no início da madrugada da cidade das flores e chegando no amanhecer na capital espanhola.